quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eco-produtos para uma sociedade sustentável

 

Produtos ecológicos para uma sociedade sustentável por Márcio Augusto Araújo*

Um dos mercados de maior potencial neste século é o de produtos ecológicos voltados ao consumidor final. Sem deixar nada a desejar aos outros dois grandes nichos do século –a informática e a biotecnologia-,esse é um mercado ainda pouco ou quase nada explorado no Brasil e América do Sul, embora já seja uma realidade na União Européia e Oceania (Austrália e Nova Zelândia), onde a força e consciência ambiental dos consumidores já fazem parte da cidadania daqueles povos.

No Brasil, quando se fala em produto ecológico, quase sempre vem àmente a idéia de artefatos elaborados artesanalmente com matérias-primas naturais ou, em âmbito empresarial, de equipamentos e sistemas para controle de emissão de poluentes, tratamento de efluentes e resíduos industriais. Para o consumidor final, contudo, o conhecimento do que seja um produto ecológico comercial para seu uso ainda é algo distante.Produto ecológico é todo artigo que, artesanal, manufaturado ou industrializado, de uso pessoal, alimentar, residencial, comercial,agrícola e industrial, seja não-poluente, não-tóxico, notadamente benéfico ao meio ambiente e à saúde, contribuindo para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável.

Exemplos

O uso de matérias-primas naturais renováveis, obtidas de maneira sustentável ou por biotecnologia não-transgênica, bem como a reciclagem de matérias-primas sintéticas por processos tecnológicos limpos (sem a emissão de poluentes e sem o uso de insumos agressivos) permitem classificar um produto a partir de critérios ambientais. Para exemplificar, alimentos orgânicos são produtos ecológicos, como também o são roupas de algodão orgânico, de juta(fibra vegetal) e couro vegetal (emborrachado de látex imitando o couro); cosméticos não-testados em animais; produtos de limpeza biológicos, inseticidas biológicos, roupas de PET reciclado ou de hemp industrial, adesivos à base de óleos vegetais, tintas à base de silicato de potássio ou caseína de leite, plásticos biodegradáveis, chapas de plástico reciclado, telhas recicladas, combustível vegetal (biodiesel),biogás, tijolos de solo-cimento e muito outros, que podem ser incorporados ao cotidiano de qualquer cidadão.Equipamentos energeticamente eficientes, não-poluentes, que utilizem tecnologias limpas ou renováveis(como sistemas de energia eólica, solar, para conversão de biomassa em energia e micro usinas) também são sustentáveis, uma vez que são capazes de atender a demanda por energia, sem esgotar os recursos naturais ou alterar drasticamente a geografia dos ecossistemas.

Por uma política econômica verde A proposta do IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica ao mercado brasileiro é o desenvolvimento e a fabricação de eco produtos em larga escala voltados ao consumidor final, como forma de colocar em prática o desenvolvimento sustentável e reverter o quadro de devastação ambiental e de esgotamento dos recursos naturais, que ocorrem para atender à demanda das sociedades urbanas.O produto ecológico é capaz de despertar a consciência eco-social da comunidade e educar ambientalmente quem o produz e quem o consome.

 O Brasil é o país mais rico do mundo em matérias-primas naturais renováveis (mais de 20% da biodiversidade planetária), tem um lixo abundante e ainda pouco aproveitado (245 mil toneladas/dia), além de milhões de toneladas de resíduos agrícolas e industriais sem qualquer uso. Em suma, o país reúne todas as condições para ser um verdadeiro celeiro de eco produtos e materiais reciclados, gerando emprego e levando cidadania a milhões de pessoas, tornando-se um modelo de sustentabilidade para outras nações. Tecnologia, know-how e criatividade não faltam para isso.

Com incentivos e política adequada, esses produtos poderiam ser exportados para mercados ávidos por artigos verdes como o europeu, australiano e muitos outros. Hoje, artigos brasileiros já são exportados para a Europa, assim como eco produtos alimentícios, casos da soja e açaí orgânicos.

Organismos governamentais divulgaram a cifra de US$ 6 bilhões anuais movimentados na Europa apenas com produtos orgânicos. Com uma política específica para o mercado verde brasileiro, o país poderia tornar-seum pólo de indústrias verdes ou sustentáveis, tornando-se exportador de bens de consumo, gerando divisas, emprego e renda de forma inteligente, já que seriam retiradas milhões de toneladas de resíduos que contaminam o meio ambiente, roubam espaço e agridem a saúde dos seres vivos.

Se, ao invés de estimular indústrias poluentes como a automobilística movida a petróleo, que recebe milhões em incentivos de toda ordem, houvesse uma política de crédito e ICMS verde, de apoio a projetos comunitários, micro e pequenos empreendimentos, o Brasil poderia contar, em pouco tempo, com um parque industrial sustentável inédito, rompendo a mofina dependência tecnológica que escraviza asnações em desenvolvimento.

Mercado interno.

O próprio mercado interno brasileiro dispõe de consideráveis nichos de consumo e poder aquisitivo para eco produtos, como nas áreas de energia elétrica -com o uso de fontes geradoras de energia limpa, como a solar e eólica. O Brasil só conta com uma indústria nacional fabricante de painéis solares fotovoltaicos.Outro segmento que conta com potencial imenso é o da construção civil, capaz de absorver inúmeras inovações e resíduos disponíveis na forma de novos materiais (escórias, resíduos agrícolas).

Outra área de imenso potencial para o crescimento de empresas com produtos sustentáveis é a de saneamento.

O Censo do IBGE 2002 mostrou que cerca de 50% dos municípios brasileiros não possuem tratamento de água e esgoto. Essa necessidade poderia ser atendida pelo setor privado através do fornecimento de mini-estações de tratamento, que, além de resolverem um dos principais problemas da saúde pública no Brasil (70% das enfermidades têm origem em água e esgoto não tratados), permitiriam que a água fosse reutilizada no próprio local, reduzindo gastos com grandes estações de tratamento (ETEs) e gerando grande economia para moradores e municípios, contribuindo, também, para a descontaminação de corpos dágua e lençóis freáticos. Haveria economia de impostos, gastos com obras e seria uma ação educativa, ensinando à população o valor de tratar a água e reusá-la no próprio local.

Para garantir que as empresas privadas oferecessem equipamentos, produtos e serviços de qualidade, o poder público poderia criar agências reguladoras com perfil técnico para impedir abusos e garantir  qualidade de conformidade com as normas que regeriam o setor.2

Identificação e classificação dos eco produtos

O conceito de produto ecológico ou eco produto ainda é uma nebulosa para a maior parte dos consumidores brasileiros. Como evidenciar que um produto é realmente ecológico ou que é mais ou menos ecológico do que outro? Como saber que não se está "comprando gato por lebre"?

A forma mais segura de identificação para o consumidor é a partir dos Selos Verdes, como os que já existem na União Européia, Japão, Estados Unidos, Austrália e mesmo em países vizinhos como a Colômbia, que já conta com política oficial nesse sentido.

O Selo Verde não é apenas uma logomarca ou um rótulo com a palavra "ecológico" na embalagem de um produto, mas o resultado de uma avaliação técnica criteriosa, na qual serão levados em conta aspectos pertinentes ao seu ciclo de vida, como matérias-primas (natureza e obtenção), insumos, processo produtivo (gastos de energia, emissão de poluentes, uso de água), usos e descarte.

No Brasil, os selos verdes existentes só atingem dois segmentos: produtos orgânicos (alimentícios) e madeira.Um artigo publicado recentemente em uma revista especializada na Espanha analisa o seguinte: (...) "as pseudo-etiquetas ecológicas começaram a aflorar há alguns anos, quando muitos fabricantes viram a possibilidade do negócio verde.

Marcas como 'amigo do ozônio' podiam ser lidas em muitos dos produtos que se encontravam nas prateleiras de supermercados e grandes lojas.

O problema destas etiquetas é que, mesmo que em algumas ocasiões ofereçam uma informação verdadeira, trata-se de publicidade sem nenhum controle por parte de organismos independentes e é a própria empresa que introduz tal denominação".

A auto-certificação é um dos principais inimigos do mercado verde, uma vez que pode induzir o consumidor a acreditar que o produto que ele está adquirindo é ecológico apenas porque carrega este rótulo. No Brasil, há inúmeros casos desses, gritantes, desde ônibus com 'ar condicionado ecológico', a' plástico que é ecológico porque impede que se derrubem árvores' ou fios elétricos 'ecológicos' cuja logomarca é uma florzinha estilizada com o cabo elétrico. Em 99% dos casos, o termo ecológico não se justifica.

A ausência de regras claras no setor, ou melhor, a ausência de um setor que pense o mercado verde leva a essas distorções e permite que tanto pessoas bem intencionadas como autênticos charlatães criem uma cultura de eco produtos duvidosa. A verdade é que o consumidor não é obrigado a conhecer a verdade 'de per si'. Ele não tem porque ser um técnico conhecedor de química, física, engenharia, arquitetura, biologia etc para avaliar o que está comprando.

No entanto, ele é o objetivo final do jogo de mercado. Por isso,para que o eco mercado possa crescer saudável, será fundamental que no Brasil surjam Selos Verdes como já existem em todo o mundo.

Esse Selo Verde não precisaria ser exclusivamente de caráter oficial. Nos EUA, o mais importante selo verde é conferido por uma entidade não governamental, a ONG Green Seal.

Os selos para madeira e alimentos orgânicos também o são. É até mais importante que entidades privadas assumam esse papel, para impedir que corporações possam tentar corromper a máquina governamental para fazer valer seus interesses.

Dificuldades

Na União Européia, os parâmetros para classificação de um produto considerado ecológico são amplamente conhecidos, mas, no Brasil, o tema ainda é novidade.

Algumas razões:

▪ O país não conta com legislação para o setor.

A ausência de normalização e/ou legislação prejudica a divulgação desse fantástico mercado, uma vez que permite que a desconfiança se instale entre os consumidores, que não têm qualquer referência de confiabilidade. A ausência de regras para o setor também inibe empresários e investidores, muitos dos quais poderiam estar interessados em migrar de um produto convencional para um mais ecológico.

Outra conseqüência é a falta de competitividade de produtos fabricados nessa linha hoje no Brasil, a maior parte das vezes com custo superior aos similares tradicionais. A única solução, hoje, para quem conta um produto ecológico e deseja promovê-lo de maneira séria no mercado é realizar testes em instituições de renome, apresentando laudos que tragam credibilidade ao mesmo.

▪ Na Europa, há mais de oito Selos Verdes no continente, sendo que o mais antigo e de maior credibilidade é o Anjo Azul alemão.

No Brasil, há apenas dois segmentos que contam com certificação, ambos para produtos de origem vegetal. Um (cronologicamente o primeiro do país) é o da agricultura orgânica, cuja instituição mais renomada é o IBD (Instituto Biodinâmico), que certifica produtos orgânicos nas áreas agrícola e pecuária; o outro é o madeireiro, através do Conselho de Manejo Florestal (FSC – Forest Stewardship Council), que certifica florestas plantadas com plano de manejo sustentável.

▪ Considerar empresas certificadas pelas normas ISO 14001 como sendo fabricantes de produtos ecológicos ou como sendo elas mesmas "ecológicas" por deterem essa certificação é um grave equívoco e gera confusão no mercado. Na verdade, as normas ambientais vigentes não garantem que uma empresa não seja poluidora, mas sim que a mesma busque soluções para seus resíduos e documente todas as ações que possam interferir com o meio ambiente.

▪ Para grande parte dos consumidores, a imagem do produto ecológico ainda está associada a artesanato com matérias-primas naturais, quase sempre com custo elevado e produção escassa.Uma das tarefas prioritárias para quem está ou estará ingressando neste mercado é mostrar as vantagens dos eco produtos, como preço, qualidade, durabilidade e constância na fabricação do produto.

▪ As próprias empresas que fabricam produtos ecológicos e reciclados ainda não realizam um marketing adequado a partir desse diferencial. No entanto, já há centenas desses produtos espalhados pelo mercado, sem que seu valor seja devidamente reconhecido.

Critérios de Sustentabilidade

Para que um produto pudesse receber a tarja de ecológico, todos os processos produtivos deveriam ser ambientalmente adequados e sua comprovação deveria ser atestada por uma entidade independente. A empresa deveria planejar o produto em todo seu ciclo de vida. Essas medidas afetariam não apenas a empresa, mas também seus fornecedores e consumidores, em suma, todos os elos da cadeia produtiva.

Como o Brasil ainda engatinha nesse sentido e a implantação desses procedimentos está ao alcance apenas de empresas geralmente comandadas por empresários idealistas, a solução proposta pelo IDH E A é classificar e certificar produtos em categorias que podem ser as seguintes: Produto Recomendado(Ecológico e Tecnologias Sustentáveis), Produto Correto (Reciclados e que mesclem matérias-primas naturais a sintéticas) e Produto Aceitável (de Baixo Impacto Ambiental, isto é, a opção menos pior em termos ambientais). Essa estratificação não é aleatória, mas uma adaptação de parâmetros que já são aplicados na União Européia.

Esses indicadores serviriam para mostrar o desempenho sustentável de cada eco produto, cuja classificação pode ser re defindida à medida em que seus componentes e processos empregados para sua elaboração se aproximem da excelência.As empresas ganhariam pontos junto ao consumidor e ao mercado, reduziriam custos oriundos da insalubridade no uso de materiais agressivos à saúde e meio ambiente e, caso houvesse envolvimento do governo, poderiam receber incentivos fiscais –algo semelhante à Lei Rouanet para a cultura- ou mesmo crédito mais fácil. Outra opção de benefício seria tributar menos ou não tributar produtos reciclados, cuja matéria-prima seria tributada apenas uma vez, quando virgem.Esse tipo de certificação forneceria parâmetros de credibilidade para esses novos produtos, criando um mercado verde forte e consistente, contribuindo para a construção de uma sociedade sustentável. Além dos produtos, toda uma série de novos serviços –como redes de lojas verdes e publicidade verde- teria espaço para crescer.

Adotar uma política favorável ao mercado de produtos ecológicos é uma prova de que as necessidades do homem moderno podem ser conciliadas com o uso dos recursos naturais e que a ecologia, mais do que um conceito ou peça de marketing, também é um fator de cidadania.

 

*Artigo por Márcio Araújo, consultor e diretor do IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento daHabitação Ecológica, www.IDHEA.com.br; marcio@IDHEA.com.br. 5

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Menos água nos jeans!

Levis pretende reduzir uso de água na produção de jeans

 

De acordo com a Levis, 5% do algodão usado em dois milhões de calças jeans que foram para as lojas, nesta temporada, teve seu cultivo baseado em métodos sustentáveis. A meta é atingir 20% até 2015. 

 

A empresa Levi Strauss anunciou que pretende reduzir o gasto de água, além da questão ambiental, a companhia percebeu o perigo que a escassez de água representa para a própria marca na possibilidade do algodão tornar-se muito caro ou insuficiente.

De acordo com a empresa Levi Strauss, detentora da marca Levis, uma calça jeans pode consumir até 3.480 litros de água durante todo seu ciclo de uso. Nesta estimativa é considerada desde a irrigação da plantação de algodão, na costura da calça até as lavagens em casa feitas pelo consumidor.

A preocupação da empresa em torno de uma possível escassez de algodão é consequência das enchentes no Paquistão e campos queimados na China, que destruíram grande parte da produção de algodão e, por isso, os preços dispararam. O impacto para a Levis é muito grande, uma vez que é usado um quilo de algodão, aproximadamente, em cada calça fabricada.

Foi observando estes fatores que a Levis se inseriu em um programa sem fins lucrativos que ensina diversas técnicas para captar água da chuva e irrigação. A iniciativa é destina aos agricultores do Brasil, Índia, Paquistão, África Ocidental e Central. Além disso, a empresa está lançando etiquetas nos jeans com mensagens que pedem aos consumidores reduzirem a quantidade de lavagens do produto.

De acordo com a Levis, 5% do algodão usado em dois milhões de calças jeans que foram para as lojas, nesta temporada, teve seu cultivo baseado em métodos sustentáveis. A meta é atingir 20% até 2015. Para isso, ela terá que ter um envolvimento direto com fornecedores e fazendeiros e assim controlar toda a produção das peças.

Segundo a Levis, os jeans que tinham a indicação de redução no gasto com água durante a fabricação venderam mais rápido que os demais modelos. Aproveitando para alavancar as vendas, a empresa divulgará vídeos em seu site e fará conferências sobre sustentabilidade em torno do uso do algodão.

Há dois anos a Levis aderiu à organização internacional sem fins lucrativos Better Cotton Initiative, que tem como objetivo promover a conservação da água e reduzir o uso de pesticidas e práticas de trabalho infantil no setor de produção de algodão. A organização, fundada em 2005, tem o apoio de grandes companhias de varejo, como IKea, Gap e Adidas. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

 

 

 

 

 

 

 

A Revolta do Ipê

Vejam que história incrível!

 

Agradecemos a contribuição da família Balieiro!

 

 

     
A Revolta do Ipê!
Um Ipê Amarelo foi cortado e  seu tronco  
foi  transformado em um poste. 
Após o poste ser fincado na rua, 
foram instalados os fios da rede elétrica.
Eis que a árvore se rebela contra a maldade 

humana e resolve não morrer.
Mas a reação foi pacífica, bela e cheia de amor.
   
Rebrotou e encheu-se de flores. 
Assim é a natureza...vencedora ! 
  

Porto Velho - Rondônia  - Brasil


  
 

 

 

 

 

 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sustentabilidade para crescimento

Empresas investem em sustentabilidade para crescer

19/10/2011   -   Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/McKinsey

 

 

 

Foi-se a época em que firmas investiam em sustentabilidade apenas para melhorar sua imagem perante os consumidores. Pelo menos é o que indica uma pesquisa global da McKinsey, realizada com mais de três mil representantes de diversas indústrias e empresas do mundo todo. Segundo os resultados da análise, integrar a sustentabilidade aos valores das companhias também passou a ser importante para economizar energia, desenvolver produtos, reter e motivar os funcionários e até mesmo obter retorno de capital.

Esta sexta pesquisa do grupo revela que, em comparação com o ano passado, muitos executivos passaram a afirmar que os programas de sustentabilidade em suas companhias têm uma contribuição positiva não apenas para o valor de mercado da firma em longo prazo, mas que também pode ser percebido já em um período relativamente curto de tempo.

De acordo com a análise, houve mudanças notáveis em relação a 2010 principalmente no que diz respeito às ações sustentáveis, às razões para adotá-las e à extensão da integração da sustentabilidade nos negócios.

Um dos exemplos é o aumento na quantidade de representantes que disseram que as principais razões para as firmas adotarem a sustentabilidade eram melhorar a eficiência operacional e diminuir os custos, que saltou de 14% em 2010 para 33% neste ano.

Em segundo lugar, com 32%, ficou a reputação da empresa (que estava em primeiro lugar no ano passado como principal razão), seguida pelo alinhamento com as metas, missão ou valores da companhia (31%) e novas oportunidades de crescimento (27%). Esta última alternativa cresceu 10% em relação ao ano passado.

Conforme a pesquisa, as firmas também estão integrando a sustentabilidade em muitos de seus processos, e 67% dos pesquisados declararam que suas empresas agregaram a sustentabilidade nas missões e valores da firma, 60% na comunicação externa, 59% na cultura corporativa, 58% na comunicação interna e nas operações e 57% no planejamento estratégico.

Apesar disso, a sustentabilidade se manteve mais ou menos no mesmo nível de prioridade empresarial em relação a 2010, e quase o mesmo número de entrevistados disse que suas companhias têm programas formais para lidar com a sustentabilidade (31% e 30% em 2011 e 2010, respectivamente).

No entanto, os líderes empresariais tendem a ser mais otimistas em relação à sustentabilidade em suas firmas do que os demais empregados. Por exemplo, enquanto 94% dos líderes disseram que suas companhias tinham integrado a sustentabilidade no planejamento estratégico, apenas 53% dos outros funcionários concordaram com essa afirmação.

Nesse mesmo sentido, 59% dos líderes declararam que a sustentabilidade está alinhada com as metas, missões e valores da empresa (contra 28% dos outros empregados) e 43% dos líderes disseram que a sustentabilidade fortalece a posição de competitividade da firma (contra 24% dos outros empregados).

Por fim, a pesquisa dá dicas para que as empresas adotem a sustentabilidade e consigam retorno em três pontos: crescimento, retorno de capital e gestão de riscos. “Nossa análise constatou que muitas empresas estão ganhando um valor significativo perseguindo as oportunidades oferecidas pela sustentabilidade”.

“Acreditamos que a tendência é clara: mais empresas terão que ter uma visão estratégica de sustentabilidade a longo prazo e terão que construí-la para impulsionar a criação de retornos sobre o capital, de crescimento e de gestão de risco. O caminho de cada empresa para capturar o valor da sustentabilidade será único, mas estes elementos podem servir como um ponto universal para se começar”.

A pesquisa pode ser conferida aqui (é preciso fazer um registro no site gratuitamente)