quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quem ama praia vai adorar esses filmes!

Não deixem de tirar os plásticos que estiverem perto de vcs na praia nessa verão. Não tenham vergonha de ser ecológicos e defensores da natureza e da faina marinha!

 

http://www.marinelittersolutions.com/our-objectives/spreading-knowledge.aspx

 

http://www.marinelittersolutions.com/our-objectives/spreading-knowledge.aspx

 

 

 

 

 

 

 

Consumidor escolhe Natura como marca que mais contribui para o mundo

Um pouco equivocado na minha opinião, pois Pão de Açúcar ficou tão embaixo e faz tanto com as estações de reciclagem, por exemplo, entre outros programas efetivos ligados a sustentabilidade e as personalidades brasileiras – Silvio Santos? Nada a ver com sustentabilidade...mas sempre é bom ver o que passa ou o que fica na cabeça do povo.

Estudo traz opinião de entrevistados sobre as empresas que mais colaboram para o bem social e a preservação do planeta

As empresas ocupam o topo da listagem de respostas espontâneas dos consumidores para a pergunta “Quais as empresas que mais contribuem para um mundo melhor?

Rio de Janeiro - A Natura, a Ypê e a Petrobras lideram o ranking das marcas que mais contribuem para um mundo melhor, segundo o estudo “Quem me inspira”, produzido pela Giacometti.

As empresas ocupam o topo da listagem de respostas espontâneas dos consumidores para a pergunta “Quais as empresas que mais contribuem para um mundo melhor?”, com índices de 25%, 15% e 14%, respectivamente. A pesquisa foi realizada em duas etapas com 400 cidadãos de São Paulo, das classes AB e C, entre 18 e 40 anos.

O Itaú aparece na quarta posição com 11%, seguido pela Vale (10%), Bradesco (8%), Nestlé (8%) e Banco do Brasil (5%). O Pão de Açúcar e a Sabesp ocupam as duas últimas colocações, com índices de 5% e 4%, respectivamente.

Entre os fatores que os entrevistados mencionaram para justificar sua decisão estão a preocupação com a responsabilidade ambiental (69%) e social (58%), doações e fundações (32%), além da ajuda aos colaboradores (11%). A geração de empregos e o patrocínio aos esportes foram lembrados por 2% dos participantes, a frente do auxílio a portadores de necessidades especiais (1%).

A pesquisa também aponta as personalidades brasileiras que inspiram os entrevistados. Em primeiro lugar está o ex-presidente Lula (19%), seguido pelo apresentador Silvio Santos (10%).

A cantora Ivete Sangalo e o ex-jogador Ronaldo compartilham o percentual de 6%, a frente de Marta Suplicy, José Serra, Jô Soares e Xuxa, empatados com 4% das opiniões. Pelé aparece na nona colocação, com 3%, seguido de Luciano Huck, admirado por 2% dos participantes da pesquisa.

Entre os atributos mencionados pelos entrevistados para justificar suas opiniões em relação aos famosos, a humildade lidera com 44%, a frente do quesito vida sem escândalos (15%), honestidade (13%), a qualidade de ser uma pessoa batalhadora (12%) e a transparência (11%).

Quando o assunto é esporte, os atletas com carreiras mais inspiradoras para os brasileiros são Ronaldo Fenômeno (34%), Pelé (15%), Kaká (13%), Ronaldinho Gaúcho (10%), Robinho (11%), Ayrton Senna (7%), Dentinho (5%) e Neymar (5%).

As razões indicadas pelos consumidores para a admiração dos atletas são o talento (41%), o fato de terem vencido obstáculos (20%), a humildade (20%), a luta por igualdade (16%) e pela representação do Brasil (7%). Também foram mencionadas qualidades como inteligência (5%), poder de influenciar outras gerações (5%), caráter revolucionário (3%) e riqueza (2%).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Indústria mundial de plásticos lança plano de ação contra lixo marinho

Indústria promoverá discussões para envolver outros segmentos interessados em aderir a ações que visam minimizar e até evitar a formação de lixo marinho

A “Declaração para Soluções em Lixo Marinho”, adotada por 54 organizações, traça uma estratégia para implementação de soluções no ambiente marinho

São Paulo - Nos dias 16 e 17 de novembro, representantes das indústrias de plásticos do mundo se reuniram em Dubai para criar um plano de ação visando soluções para o lixo marinho, com cronograma de implantação e acompanhamento previstos para 2012. Além das ações globais apoiadas por todos os signatários, foram selecionados 92 projetos abrangendo 32 países.

Levando em consideração que as soluções para o lixo marinho demandam cooperação global, a indústria de plásticos promoverá discussões para envolver outros segmentos da indústria interessados em aderir a essas e a outras ações que visam minimizar e até evitar a formação de lixo marinho.

Para o presidente do Conselho da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, Frank Alcantara, a indústria mundial de plásticos está determinada a fazer sua parte e a desempenhar um papel construtivo. “Nesse desafio será de grande importância a parceria com demais setores para solucionar o problema do lixo marinho”, completa Alcantara.

A “Declaração para Soluções em Lixo Marinho”, adotada por 54 organizações ligadas à indústria de plásticos traça uma estratégia para o desenvolvimento e implementação de soluções no ambiente marinho. Hoje, a indústria do plástico já participa de iniciativas como Vacances Propres na França, Keep America Beautiful nos Estados Unidos, Cool Seas no Reino Unido e International Beach Cleanup na África do Sul, que servirão como catalisador para futuras ações em outras regiões.

Dentre as atividades que a indústria está implementando em conformidade com essa diretriz global, destaca-se uma parceria com o “The Joint Group of Experts on the Scientific Aspects of Marine Environmental Protection (GESAMP)”, órgão consultivo da Organização das Nações Unidas para aspectos científicos de proteção do meio ambiente marinho. A indústria de plásticos se comprometeu em apoiar o trabalho do GESAMP em avaliar as origens, destino e efeitos de micro-plásticos no meio ambiente marinho.

Segundo Miguel Bahiense, Presidente da Plastivida, que esteve em Dubai, o encontro foi “um avanço dos representantes da indústria de plásticos que oficialmente se comprometeram proativamente com essa causa, propondo ações, não só regionais, mas globais, para solucionar os impactos do lixo marinho”.

Bahiense conta que a empresa na qual é presidente estuda, no Brasil, parceria com o Instituo de Oceanografia da USP. “Estamos realmente orgulhosos em nos juntarmos à iniciativa do GESAMP como parte de nossos esforços para melhor entender e impedir o lixo marinho”, afirma o executivo.

As atividades dirigidas pela indústria mundial de plásticos vão ser publicadas no site http://www.marinelittersolutions.org/.

 

 

 

 

 

 

 

Programa ECO - Ecolmeia & Catador Organizado

 

 

 

PROGRAMA ECO - ECOLMEIA E CATADOR ORGANIZADO

 

Programa ECO - parceria da iniciativa privada com o Poder Público e Catadores, com objetivo de otimizar a coleta seletiva e valorizar o Catador como agente de transformação ambiental.

Sustentado por meio de parcerias com empresas, que terão sua mídia institucional alocada e promovida no Carrinho Elétrico ECO, associada ao comprometimento socioambiental.

Benefícios Sociais:

Dignidade ao Catador de Rua por meio de: Qualificação e capacitação, Participação na renda, Seguro para acidentes, Assistência médica, Uniformização e EPI, Reconhecimento da atividade, Inclusão social.

Benefícios Ambientais:

Eficácia da Coleta Seletiva porta a porta, Destinação correta dos resíduos, Otimização da reciclagem, Limpeza das vias públicas, Redução de resíduos destinados aos aterros sanitários.

É um programa participativo, onde Cooperativas de Catadores serão as receptoras do material coletado pelo Carrinho Elétrico ECO.

ElaineSantos

gestora ecolmeia

 11 8755-4533

 ecolmeia.org.br

 

 

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.

O que mais preocupa é o silêncio dos bons.”

Martin Luther King

 

 

WWF-Brasil e Movimento dos Catadores lançam jogo sobre reciclagem

“Reciclando” foi desenvolvido para ajudar os catadores na sua organização e para ampliar o

Divulgação

A presidente Dilma Rousseff receberá o primeiro exemplar do jogo

São Paulo - A ONG ambientalista WWF-Brasil e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) lançaram jogo educativo nesta quinta-feira durante a celebração do Natal dos Catadores, em São Paulo, capital.

Leia Mais

A presidente Dilma Rousseff, que participa do ato, receberá o primeiro exemplar do jogo, que também será distribuído entre os participantes. Além do lançamento do jogo, WWF-Brasil e MNCR ainda assinam acordo de cooperação para o desenvolvimento de ações para o fortalecimento do trabalho e da organização dos catadores em todo o País.

O jogo “Reciclando” foi desenvolvido para ajudar os catadores na sua organização e para ampliar o conhecimento e a informação da sociedade sobre o trabalho feito por eles.

Será distribuído às organizações dos catadores e utilizado, também, nas cidades que recebem as ações do programa Água Brasil – iniciativa do Banco do Brasil, desenvolvida em parceria com WWF-Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas.

A secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, participa do evento e assina o termo de cooperação com o MNCR. “O correto manejo dos resíduos sólidos e a participação dos catadores neste processo são questões muito importantes para o WWF-Brasil.

Os resíduos podem ser problema ou solução, dependendo do que fazemos com eles. No WWF-Brasil trabalhamos para encontrar soluções de sustentabilidade nas cidades e de inclusão social dos catadores”, diz a ambientalista.

 

 

http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/wwf-brasil-e-movimento-dos-catadores-lancam-jogo-sobre-reciclagem

 

 

 

 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Será q vc é mesmo insubstituível??

Será mesmo que você é substituível?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando
energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o
Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco  que posso.

O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."





quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fraldas usadas viram telhas no R.Unido

Britânicos transformam fraldas descartáveis em telhas

 

Uma nova usina de reciclagem aberta no continente europeu transformará fraldas usadas em telhas e tubos de construção. | Imagem: dmindless

 

 

 Os bebês britânicos usam cerca de três bilhões de fraldas descartáveis ​​por ano. No entanto, uma nova usina de reciclagem aberta no continente europeu transformará essas fraldas em telhas e tubos de construção.

 

Na Grã-Bretanha, somente os resíduos gerados pelas fraldas descartáveis, somam mais de meio milhão de toneladas. Em média, um bebê britânico usa seis mil fraldas antes de serem treinados para usar o penico. De acordo com o site da empresa Knowaste, que tem origem canadense, cada fralda descartável leva cerca de 500 anos para se decompor.

 

A empresa deu um passo à frente para reciclar cerca de 36 mil toneladas de fraldas descartáveis, produtos de incontinência de adultos e absorventes íntimos femininos, em sua usina de reciclagem, a primeira do tipo instalada na Inglaterra.

 

 A fábrica foi inaugurada em West Bromwich, a 165 km de Londres.

 

O processo envolve três estágios:

 

Os resíduos das fraldas são coletados em hospitais, centros de saúde e berçários;

O material é esterilizado, desativado e mecanicamente separado em componentes individuais: resíduos orgânicos, plástico e polímeros super-absorventes;

Os componentes recuperados podem então ser transformados em novos produtos tais como: “madeiras” e telhas plásticas, tubos comerciais, materiais de absorção, produtos de papel reciclado e energia “verde”.

O plástico altamente valioso e as fibras seriam recuperados, desviando deste modo os resíduos absorventes dos aterros sanitários e incineração. Impedindo um fluxo interminável de impactos ambientais negativos associados à sua disposição. Com informações da Knowaste.

 

Redação CicloVivo (www.ciclovivo.com.br)

 

Leia também

 

+ Britânicos transformam fraldas sujas em combustível

+ Fraldas de pano, do passado para um futuro sustentável

+ Lares britânicos usam gás obtido a partir de fezes humanas

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

10 países que estão esquentando (e muito) o planeta

Levantamento da Maplecroft divulgado na COP17 lista os países que mais emitem gases de efeito estufa, os vilões do aquecimento global. Juntos, eles respondem por 2/3 das emissões mundiais; Brasil aparece em sexto lugar

1 - China

No topo da lista, a China registrou só no ano passado um aumento de 10,4% de suas emissões de CO2-equivalente (CO2e), medida que combina dióxido de carbono (CO2) com outros gases que absorvem e apreendem a radiação, como metano e óxido nitroso, ajudando a esquentar o planeta.

Em 2010, o gigante emergente produziu 9.441 megatoneladas de CO2-equivalente (CO2e). Segundo levantamento da firma de risco britânica Maplecroft, a maior parte das emissões do país vem da crescente demanda de energia, intensamente dependente dos combustíveis fósseis, especialmente carvão. Embora o uso de energia renovável no país esteja aumentando, ele ainda é ofuscado pela produção e consumo de energia suja.

2 - Estados Unidos

Entre os países desenvolvidos, os EUA são os que mais poluem. Em 2010, foram emitidos 6.538 megatoneladas de CO2e. Segundo o levantamento, os EUA são os recorditas em taxas de emissões de CO2 per capita.

Apesar disso, o assunto não preocupa muito a população. Um estudo recente mostrou que o ceticismo sobre aquecimento global é forte por lá - apenas 53% dos americanos consideram o fenômeno uma ameaça séria. O país também está no bloco de nações resistentes a um acordo global legalmente vinculante para cortar as emissões de CO2, assim como a China.

3 - Índia

Segundo país mais populoso do mundo e o segundo mais poluidor entre os BRICs, a India fica em terceiro lugar no ranking de emissões globais de gases efeito estufa, produzindo 2.272 megatoneladas de CO2 equivalente.

O país consome grandes quantidades de combustíveis fósseis baratos, como carvão, que contribuem fortemente para as altas emissões. Além disso, a India produz outros vilões do aquecimento global, como o gás metano (CH4), oriundo da pecuária.

4 - Rússia

Em quarto lugar, aparece a Rússia, com 1.963 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o relatório, apesar das emissões russas terem declinado nos anos 1990, após o colapso da União Soviética que gerou uma baixa no crescimento industrial, o país ainda se mantém como um produtor significativo de gases efeito estufa. Entre, os BRICS, ele é o terceiro maior emissor.

5 - Japão

No ranking da Maplecroft, o Japão aparece na quinta posição, com emissões globais de 1.203 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o estudo, apesar do país empreender esforços para reduzir suas emissões de gases efeito estufa, há temores de que preocupações com a segurança energética, principalmente após o acidente nuclear de Fukushima, possa fazer com que o país recorra, no curto prazo, a fontes de combustíveis fósseis, levando a um aumento das emissões de carbono do país.

6 - Brasil

Entre os BRICS, o Brasil é o que apresenta menores emissões, mas no mundo, somos o sexto país que mais jorra na atmosfera gases de efeito estufa, com 1.144 megatoneladas de CO2 equivalente. A maior parte disso tem origem na agropecuária e agricultura, que geram grandes quantidades de metano e óxido nitroso.

A conta não considera as emissões do desmatamento. O relatório destaca ainda que o Brasil está buscando reduzir seu impacto e que em recente "gesto político", concordou em reduzir suas emissões de GEE entre 38% e 42% para 2020 com base nos níveis atuais.

 

Veja os outros países em

http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/10-paises-que-estao-esquentando-e-muito-o-planeta?p=6#link

 

 

 

 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eco-produtos para uma sociedade sustentável

 

Produtos ecológicos para uma sociedade sustentável por Márcio Augusto Araújo*

Um dos mercados de maior potencial neste século é o de produtos ecológicos voltados ao consumidor final. Sem deixar nada a desejar aos outros dois grandes nichos do século –a informática e a biotecnologia-,esse é um mercado ainda pouco ou quase nada explorado no Brasil e América do Sul, embora já seja uma realidade na União Européia e Oceania (Austrália e Nova Zelândia), onde a força e consciência ambiental dos consumidores já fazem parte da cidadania daqueles povos.

No Brasil, quando se fala em produto ecológico, quase sempre vem àmente a idéia de artefatos elaborados artesanalmente com matérias-primas naturais ou, em âmbito empresarial, de equipamentos e sistemas para controle de emissão de poluentes, tratamento de efluentes e resíduos industriais. Para o consumidor final, contudo, o conhecimento do que seja um produto ecológico comercial para seu uso ainda é algo distante.Produto ecológico é todo artigo que, artesanal, manufaturado ou industrializado, de uso pessoal, alimentar, residencial, comercial,agrícola e industrial, seja não-poluente, não-tóxico, notadamente benéfico ao meio ambiente e à saúde, contribuindo para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável.

Exemplos

O uso de matérias-primas naturais renováveis, obtidas de maneira sustentável ou por biotecnologia não-transgênica, bem como a reciclagem de matérias-primas sintéticas por processos tecnológicos limpos (sem a emissão de poluentes e sem o uso de insumos agressivos) permitem classificar um produto a partir de critérios ambientais. Para exemplificar, alimentos orgânicos são produtos ecológicos, como também o são roupas de algodão orgânico, de juta(fibra vegetal) e couro vegetal (emborrachado de látex imitando o couro); cosméticos não-testados em animais; produtos de limpeza biológicos, inseticidas biológicos, roupas de PET reciclado ou de hemp industrial, adesivos à base de óleos vegetais, tintas à base de silicato de potássio ou caseína de leite, plásticos biodegradáveis, chapas de plástico reciclado, telhas recicladas, combustível vegetal (biodiesel),biogás, tijolos de solo-cimento e muito outros, que podem ser incorporados ao cotidiano de qualquer cidadão.Equipamentos energeticamente eficientes, não-poluentes, que utilizem tecnologias limpas ou renováveis(como sistemas de energia eólica, solar, para conversão de biomassa em energia e micro usinas) também são sustentáveis, uma vez que são capazes de atender a demanda por energia, sem esgotar os recursos naturais ou alterar drasticamente a geografia dos ecossistemas.

Por uma política econômica verde A proposta do IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica ao mercado brasileiro é o desenvolvimento e a fabricação de eco produtos em larga escala voltados ao consumidor final, como forma de colocar em prática o desenvolvimento sustentável e reverter o quadro de devastação ambiental e de esgotamento dos recursos naturais, que ocorrem para atender à demanda das sociedades urbanas.O produto ecológico é capaz de despertar a consciência eco-social da comunidade e educar ambientalmente quem o produz e quem o consome.

 O Brasil é o país mais rico do mundo em matérias-primas naturais renováveis (mais de 20% da biodiversidade planetária), tem um lixo abundante e ainda pouco aproveitado (245 mil toneladas/dia), além de milhões de toneladas de resíduos agrícolas e industriais sem qualquer uso. Em suma, o país reúne todas as condições para ser um verdadeiro celeiro de eco produtos e materiais reciclados, gerando emprego e levando cidadania a milhões de pessoas, tornando-se um modelo de sustentabilidade para outras nações. Tecnologia, know-how e criatividade não faltam para isso.

Com incentivos e política adequada, esses produtos poderiam ser exportados para mercados ávidos por artigos verdes como o europeu, australiano e muitos outros. Hoje, artigos brasileiros já são exportados para a Europa, assim como eco produtos alimentícios, casos da soja e açaí orgânicos.

Organismos governamentais divulgaram a cifra de US$ 6 bilhões anuais movimentados na Europa apenas com produtos orgânicos. Com uma política específica para o mercado verde brasileiro, o país poderia tornar-seum pólo de indústrias verdes ou sustentáveis, tornando-se exportador de bens de consumo, gerando divisas, emprego e renda de forma inteligente, já que seriam retiradas milhões de toneladas de resíduos que contaminam o meio ambiente, roubam espaço e agridem a saúde dos seres vivos.

Se, ao invés de estimular indústrias poluentes como a automobilística movida a petróleo, que recebe milhões em incentivos de toda ordem, houvesse uma política de crédito e ICMS verde, de apoio a projetos comunitários, micro e pequenos empreendimentos, o Brasil poderia contar, em pouco tempo, com um parque industrial sustentável inédito, rompendo a mofina dependência tecnológica que escraviza asnações em desenvolvimento.

Mercado interno.

O próprio mercado interno brasileiro dispõe de consideráveis nichos de consumo e poder aquisitivo para eco produtos, como nas áreas de energia elétrica -com o uso de fontes geradoras de energia limpa, como a solar e eólica. O Brasil só conta com uma indústria nacional fabricante de painéis solares fotovoltaicos.Outro segmento que conta com potencial imenso é o da construção civil, capaz de absorver inúmeras inovações e resíduos disponíveis na forma de novos materiais (escórias, resíduos agrícolas).

Outra área de imenso potencial para o crescimento de empresas com produtos sustentáveis é a de saneamento.

O Censo do IBGE 2002 mostrou que cerca de 50% dos municípios brasileiros não possuem tratamento de água e esgoto. Essa necessidade poderia ser atendida pelo setor privado através do fornecimento de mini-estações de tratamento, que, além de resolverem um dos principais problemas da saúde pública no Brasil (70% das enfermidades têm origem em água e esgoto não tratados), permitiriam que a água fosse reutilizada no próprio local, reduzindo gastos com grandes estações de tratamento (ETEs) e gerando grande economia para moradores e municípios, contribuindo, também, para a descontaminação de corpos dágua e lençóis freáticos. Haveria economia de impostos, gastos com obras e seria uma ação educativa, ensinando à população o valor de tratar a água e reusá-la no próprio local.

Para garantir que as empresas privadas oferecessem equipamentos, produtos e serviços de qualidade, o poder público poderia criar agências reguladoras com perfil técnico para impedir abusos e garantir  qualidade de conformidade com as normas que regeriam o setor.2

Identificação e classificação dos eco produtos

O conceito de produto ecológico ou eco produto ainda é uma nebulosa para a maior parte dos consumidores brasileiros. Como evidenciar que um produto é realmente ecológico ou que é mais ou menos ecológico do que outro? Como saber que não se está "comprando gato por lebre"?

A forma mais segura de identificação para o consumidor é a partir dos Selos Verdes, como os que já existem na União Européia, Japão, Estados Unidos, Austrália e mesmo em países vizinhos como a Colômbia, que já conta com política oficial nesse sentido.

O Selo Verde não é apenas uma logomarca ou um rótulo com a palavra "ecológico" na embalagem de um produto, mas o resultado de uma avaliação técnica criteriosa, na qual serão levados em conta aspectos pertinentes ao seu ciclo de vida, como matérias-primas (natureza e obtenção), insumos, processo produtivo (gastos de energia, emissão de poluentes, uso de água), usos e descarte.

No Brasil, os selos verdes existentes só atingem dois segmentos: produtos orgânicos (alimentícios) e madeira.Um artigo publicado recentemente em uma revista especializada na Espanha analisa o seguinte: (...) "as pseudo-etiquetas ecológicas começaram a aflorar há alguns anos, quando muitos fabricantes viram a possibilidade do negócio verde.

Marcas como 'amigo do ozônio' podiam ser lidas em muitos dos produtos que se encontravam nas prateleiras de supermercados e grandes lojas.

O problema destas etiquetas é que, mesmo que em algumas ocasiões ofereçam uma informação verdadeira, trata-se de publicidade sem nenhum controle por parte de organismos independentes e é a própria empresa que introduz tal denominação".

A auto-certificação é um dos principais inimigos do mercado verde, uma vez que pode induzir o consumidor a acreditar que o produto que ele está adquirindo é ecológico apenas porque carrega este rótulo. No Brasil, há inúmeros casos desses, gritantes, desde ônibus com 'ar condicionado ecológico', a' plástico que é ecológico porque impede que se derrubem árvores' ou fios elétricos 'ecológicos' cuja logomarca é uma florzinha estilizada com o cabo elétrico. Em 99% dos casos, o termo ecológico não se justifica.

A ausência de regras claras no setor, ou melhor, a ausência de um setor que pense o mercado verde leva a essas distorções e permite que tanto pessoas bem intencionadas como autênticos charlatães criem uma cultura de eco produtos duvidosa. A verdade é que o consumidor não é obrigado a conhecer a verdade 'de per si'. Ele não tem porque ser um técnico conhecedor de química, física, engenharia, arquitetura, biologia etc para avaliar o que está comprando.

No entanto, ele é o objetivo final do jogo de mercado. Por isso,para que o eco mercado possa crescer saudável, será fundamental que no Brasil surjam Selos Verdes como já existem em todo o mundo.

Esse Selo Verde não precisaria ser exclusivamente de caráter oficial. Nos EUA, o mais importante selo verde é conferido por uma entidade não governamental, a ONG Green Seal.

Os selos para madeira e alimentos orgânicos também o são. É até mais importante que entidades privadas assumam esse papel, para impedir que corporações possam tentar corromper a máquina governamental para fazer valer seus interesses.

Dificuldades

Na União Européia, os parâmetros para classificação de um produto considerado ecológico são amplamente conhecidos, mas, no Brasil, o tema ainda é novidade.

Algumas razões:

▪ O país não conta com legislação para o setor.

A ausência de normalização e/ou legislação prejudica a divulgação desse fantástico mercado, uma vez que permite que a desconfiança se instale entre os consumidores, que não têm qualquer referência de confiabilidade. A ausência de regras para o setor também inibe empresários e investidores, muitos dos quais poderiam estar interessados em migrar de um produto convencional para um mais ecológico.

Outra conseqüência é a falta de competitividade de produtos fabricados nessa linha hoje no Brasil, a maior parte das vezes com custo superior aos similares tradicionais. A única solução, hoje, para quem conta um produto ecológico e deseja promovê-lo de maneira séria no mercado é realizar testes em instituições de renome, apresentando laudos que tragam credibilidade ao mesmo.

▪ Na Europa, há mais de oito Selos Verdes no continente, sendo que o mais antigo e de maior credibilidade é o Anjo Azul alemão.

No Brasil, há apenas dois segmentos que contam com certificação, ambos para produtos de origem vegetal. Um (cronologicamente o primeiro do país) é o da agricultura orgânica, cuja instituição mais renomada é o IBD (Instituto Biodinâmico), que certifica produtos orgânicos nas áreas agrícola e pecuária; o outro é o madeireiro, através do Conselho de Manejo Florestal (FSC – Forest Stewardship Council), que certifica florestas plantadas com plano de manejo sustentável.

▪ Considerar empresas certificadas pelas normas ISO 14001 como sendo fabricantes de produtos ecológicos ou como sendo elas mesmas "ecológicas" por deterem essa certificação é um grave equívoco e gera confusão no mercado. Na verdade, as normas ambientais vigentes não garantem que uma empresa não seja poluidora, mas sim que a mesma busque soluções para seus resíduos e documente todas as ações que possam interferir com o meio ambiente.

▪ Para grande parte dos consumidores, a imagem do produto ecológico ainda está associada a artesanato com matérias-primas naturais, quase sempre com custo elevado e produção escassa.Uma das tarefas prioritárias para quem está ou estará ingressando neste mercado é mostrar as vantagens dos eco produtos, como preço, qualidade, durabilidade e constância na fabricação do produto.

▪ As próprias empresas que fabricam produtos ecológicos e reciclados ainda não realizam um marketing adequado a partir desse diferencial. No entanto, já há centenas desses produtos espalhados pelo mercado, sem que seu valor seja devidamente reconhecido.

Critérios de Sustentabilidade

Para que um produto pudesse receber a tarja de ecológico, todos os processos produtivos deveriam ser ambientalmente adequados e sua comprovação deveria ser atestada por uma entidade independente. A empresa deveria planejar o produto em todo seu ciclo de vida. Essas medidas afetariam não apenas a empresa, mas também seus fornecedores e consumidores, em suma, todos os elos da cadeia produtiva.

Como o Brasil ainda engatinha nesse sentido e a implantação desses procedimentos está ao alcance apenas de empresas geralmente comandadas por empresários idealistas, a solução proposta pelo IDH E A é classificar e certificar produtos em categorias que podem ser as seguintes: Produto Recomendado(Ecológico e Tecnologias Sustentáveis), Produto Correto (Reciclados e que mesclem matérias-primas naturais a sintéticas) e Produto Aceitável (de Baixo Impacto Ambiental, isto é, a opção menos pior em termos ambientais). Essa estratificação não é aleatória, mas uma adaptação de parâmetros que já são aplicados na União Européia.

Esses indicadores serviriam para mostrar o desempenho sustentável de cada eco produto, cuja classificação pode ser re defindida à medida em que seus componentes e processos empregados para sua elaboração se aproximem da excelência.As empresas ganhariam pontos junto ao consumidor e ao mercado, reduziriam custos oriundos da insalubridade no uso de materiais agressivos à saúde e meio ambiente e, caso houvesse envolvimento do governo, poderiam receber incentivos fiscais –algo semelhante à Lei Rouanet para a cultura- ou mesmo crédito mais fácil. Outra opção de benefício seria tributar menos ou não tributar produtos reciclados, cuja matéria-prima seria tributada apenas uma vez, quando virgem.Esse tipo de certificação forneceria parâmetros de credibilidade para esses novos produtos, criando um mercado verde forte e consistente, contribuindo para a construção de uma sociedade sustentável. Além dos produtos, toda uma série de novos serviços –como redes de lojas verdes e publicidade verde- teria espaço para crescer.

Adotar uma política favorável ao mercado de produtos ecológicos é uma prova de que as necessidades do homem moderno podem ser conciliadas com o uso dos recursos naturais e que a ecologia, mais do que um conceito ou peça de marketing, também é um fator de cidadania.

 

*Artigo por Márcio Araújo, consultor e diretor do IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento daHabitação Ecológica, www.IDHEA.com.br; marcio@IDHEA.com.br. 5

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Menos água nos jeans!

Levis pretende reduzir uso de água na produção de jeans

 

De acordo com a Levis, 5% do algodão usado em dois milhões de calças jeans que foram para as lojas, nesta temporada, teve seu cultivo baseado em métodos sustentáveis. A meta é atingir 20% até 2015. 

 

A empresa Levi Strauss anunciou que pretende reduzir o gasto de água, além da questão ambiental, a companhia percebeu o perigo que a escassez de água representa para a própria marca na possibilidade do algodão tornar-se muito caro ou insuficiente.

De acordo com a empresa Levi Strauss, detentora da marca Levis, uma calça jeans pode consumir até 3.480 litros de água durante todo seu ciclo de uso. Nesta estimativa é considerada desde a irrigação da plantação de algodão, na costura da calça até as lavagens em casa feitas pelo consumidor.

A preocupação da empresa em torno de uma possível escassez de algodão é consequência das enchentes no Paquistão e campos queimados na China, que destruíram grande parte da produção de algodão e, por isso, os preços dispararam. O impacto para a Levis é muito grande, uma vez que é usado um quilo de algodão, aproximadamente, em cada calça fabricada.

Foi observando estes fatores que a Levis se inseriu em um programa sem fins lucrativos que ensina diversas técnicas para captar água da chuva e irrigação. A iniciativa é destina aos agricultores do Brasil, Índia, Paquistão, África Ocidental e Central. Além disso, a empresa está lançando etiquetas nos jeans com mensagens que pedem aos consumidores reduzirem a quantidade de lavagens do produto.

De acordo com a Levis, 5% do algodão usado em dois milhões de calças jeans que foram para as lojas, nesta temporada, teve seu cultivo baseado em métodos sustentáveis. A meta é atingir 20% até 2015. Para isso, ela terá que ter um envolvimento direto com fornecedores e fazendeiros e assim controlar toda a produção das peças.

Segundo a Levis, os jeans que tinham a indicação de redução no gasto com água durante a fabricação venderam mais rápido que os demais modelos. Aproveitando para alavancar as vendas, a empresa divulgará vídeos em seu site e fará conferências sobre sustentabilidade em torno do uso do algodão.

Há dois anos a Levis aderiu à organização internacional sem fins lucrativos Better Cotton Initiative, que tem como objetivo promover a conservação da água e reduzir o uso de pesticidas e práticas de trabalho infantil no setor de produção de algodão. A organização, fundada em 2005, tem o apoio de grandes companhias de varejo, como IKea, Gap e Adidas. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

 

 

 

 

 

 

 

A Revolta do Ipê

Vejam que história incrível!

 

Agradecemos a contribuição da família Balieiro!

 

 

     
A Revolta do Ipê!
Um Ipê Amarelo foi cortado e  seu tronco  
foi  transformado em um poste. 
Após o poste ser fincado na rua, 
foram instalados os fios da rede elétrica.
Eis que a árvore se rebela contra a maldade 

humana e resolve não morrer.
Mas a reação foi pacífica, bela e cheia de amor.
   
Rebrotou e encheu-se de flores. 
Assim é a natureza...vencedora ! 
  

Porto Velho - Rondônia  - Brasil


  
 

 

 

 

 

 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sustentabilidade para crescimento

Empresas investem em sustentabilidade para crescer

19/10/2011   -   Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/McKinsey

 

 

 

Foi-se a época em que firmas investiam em sustentabilidade apenas para melhorar sua imagem perante os consumidores. Pelo menos é o que indica uma pesquisa global da McKinsey, realizada com mais de três mil representantes de diversas indústrias e empresas do mundo todo. Segundo os resultados da análise, integrar a sustentabilidade aos valores das companhias também passou a ser importante para economizar energia, desenvolver produtos, reter e motivar os funcionários e até mesmo obter retorno de capital.

Esta sexta pesquisa do grupo revela que, em comparação com o ano passado, muitos executivos passaram a afirmar que os programas de sustentabilidade em suas companhias têm uma contribuição positiva não apenas para o valor de mercado da firma em longo prazo, mas que também pode ser percebido já em um período relativamente curto de tempo.

De acordo com a análise, houve mudanças notáveis em relação a 2010 principalmente no que diz respeito às ações sustentáveis, às razões para adotá-las e à extensão da integração da sustentabilidade nos negócios.

Um dos exemplos é o aumento na quantidade de representantes que disseram que as principais razões para as firmas adotarem a sustentabilidade eram melhorar a eficiência operacional e diminuir os custos, que saltou de 14% em 2010 para 33% neste ano.

Em segundo lugar, com 32%, ficou a reputação da empresa (que estava em primeiro lugar no ano passado como principal razão), seguida pelo alinhamento com as metas, missão ou valores da companhia (31%) e novas oportunidades de crescimento (27%). Esta última alternativa cresceu 10% em relação ao ano passado.

Conforme a pesquisa, as firmas também estão integrando a sustentabilidade em muitos de seus processos, e 67% dos pesquisados declararam que suas empresas agregaram a sustentabilidade nas missões e valores da firma, 60% na comunicação externa, 59% na cultura corporativa, 58% na comunicação interna e nas operações e 57% no planejamento estratégico.

Apesar disso, a sustentabilidade se manteve mais ou menos no mesmo nível de prioridade empresarial em relação a 2010, e quase o mesmo número de entrevistados disse que suas companhias têm programas formais para lidar com a sustentabilidade (31% e 30% em 2011 e 2010, respectivamente).

No entanto, os líderes empresariais tendem a ser mais otimistas em relação à sustentabilidade em suas firmas do que os demais empregados. Por exemplo, enquanto 94% dos líderes disseram que suas companhias tinham integrado a sustentabilidade no planejamento estratégico, apenas 53% dos outros funcionários concordaram com essa afirmação.

Nesse mesmo sentido, 59% dos líderes declararam que a sustentabilidade está alinhada com as metas, missões e valores da empresa (contra 28% dos outros empregados) e 43% dos líderes disseram que a sustentabilidade fortalece a posição de competitividade da firma (contra 24% dos outros empregados).

Por fim, a pesquisa dá dicas para que as empresas adotem a sustentabilidade e consigam retorno em três pontos: crescimento, retorno de capital e gestão de riscos. “Nossa análise constatou que muitas empresas estão ganhando um valor significativo perseguindo as oportunidades oferecidas pela sustentabilidade”.

“Acreditamos que a tendência é clara: mais empresas terão que ter uma visão estratégica de sustentabilidade a longo prazo e terão que construí-la para impulsionar a criação de retornos sobre o capital, de crescimento e de gestão de risco. O caminho de cada empresa para capturar o valor da sustentabilidade será único, mas estes elementos podem servir como um ponto universal para se começar”.

A pesquisa pode ser conferida aqui (é preciso fazer um registro no site gratuitamente)