terça-feira, 17 de novembro de 2009

Farinha de casca de banana para despoluir água poluida por metais pesados

Esse estudo foi apresentado no TEDex São Paulo 2009.

Vejam que interessante:

Bananas para despoluir o ambiente
Pó feito com cascas da fruta remove metais pesados da água




As cascas de bananas podem ter um destino muito mais nobre e útil do que ir para o lixo. Um estudo realizado pela química Milena Rodrigues Boniolo em sua dissertação de mestrado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, mostrou que elas podem ser usadas para remover metais pesados – como o urânio – da água. Além de ser uma alternativa para descontaminar o ambiente, o uso da casca de banana vai ajudar a diminuir o lixo gerado pelo próprio descarte da fruta, feito em grandes quantidades no Brasil.

Segundo Boniolo, o uso da energia nuclear como opção para substituir os combustíveis fósseis, que liberam dióxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global, deve levar ao aumento dos resíduos radioativos no ambiente, o que torna fundamental o desenvolvimento de métodos para remover esse material.

Outra importante fonte de contaminação é a indústria de fertilizantes, que gera grande quantidade de subprodutos ricos em metais pesados. “Uma tonelada de fertilizante produz quase três toneladas de fosfogesso, material rico em urânio, metal altamente radioativo”, exemplifica. “Esse resíduo é geralmente estocado no subsolo e, com as chuvas, alcança os lençóis freáticos, os lagos e os peixes, até chegar ao seres humanos”, alerta.

A química conta que a idéia de usar a casca da banana para remover metais pesados da água surgiu da tentativa de dar uma destinação útil para as várias toneladas de casca que são descartadas anualmente no país e acabam se tornando lixo poluente. “É uma solução barata e fácil para três problemas que afetam o ambiente”, destaca a pesquisadora, que conquistou este ano o primeiro lugar na categoria graduado do 22º Prêmio Jovem Cientista, uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Grupo Gerdau, da Eletrobrás/ Procel e da Fundação Roberto Marinho.

Para desenvolver o estudo, Boniolo preparou um pó com as cascas de banana. Durante uma semana, as cascas foram colocadas em uma assadeira no telhado da casa da pesquisadora, debaixo de sol forte. Depois de secas, elas foram batidas em um liquidificador e peneiradas. O pó foi colocado em um recipiente fechado com água contendo grandes quantidades de metais pesados, como o urânio, sob agitação constante, por 40 minutos. Segundo a química, a banana, que tem carga negativa, se combina com os metais pesados, que têm carga positiva. Ao fim desse processo de agitação, o pó contaminado deposita-se no fundo do recipiente. “Em média, o pó da casca de banana consegue remover 65% dos metais pesados da água, mas essa mesma operação pode ser repetida para que sejam obtidos índices mais altos.”

A pesquisadora, que deve concluir seu mestrado no primeiro semestre deste ano, pretende, em seu doutorado, desenvolver um filtro que permita o uso do pó da casca de banana em escala industrial.


Os vencedores do 22º Prêmio Jovem Cientista foram anunciados na semana passada em Brasília. Da esquerda para a direita: Felipe Arditti, o jornalista Heraldo Pereira (que conduziu o evento), Milena Boniolo e Ericka Lima-Verde. (Foto: Eliane Discacciati/ CNPq).



Todos pela conservação da biodiversidade
Outros dois estudos que podem ajudar o país a superar o desafio de combater o aquecimento global e conservar a biodiversidade também foram contemplados com o Prêmio Jovem Cientista deste ano.

Na categoria estudante de ensino superior, Ericka Patrícia de Almeida Lima-Verde, do curso de ciências biológicas da Universidade Federal da Paraíba, desenvolveu um estudo que usa a comunidade de borboletas da família Nymphalidae como indicador de alterações ambientais. Orientada pela professora Malva Isabel Medina Hernández, a pesquisadora analisou as espécies de borboletas encontradas em áreas de restinga reflorestadas e conservadas no nordeste brasileiro.

Segundo Lima-Verde, nas áreas reflorestadas, a abundância e a diversidade de borboletas estavam fora do padrão, o que mostra que o reflorestamento não está conseguindo restabelecer um ambiente semelhante ao original. “Nas áreas reflorestadas, coletamos 697 indivíduos da espécie hamadryas februas , que, segundo dados da literatura, é comum em ambientes degradados; na área conservada foram encontrados apenas nove espécimes”, conta. E sugere: “É possível que o reflorestamento não esteja sendo realizado de forma adequada.”

O vencedor na categoria estudante do ensino médio, Felipe Arditti, da Escola Brasileira Israelita Chaim Nachman Bialik, de São Paulo, criou um método mais eficiente para detectar os níveis de monóxido de carbono na fumaça liberada por caminhões e ônibus. O procedimento adotado hoje em São Paulo pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) monitora a cor da fumaça emitida pelos veículos por meio de uma escala que associa tons de cinza aos níveis de emissão. “Quanto mais escuro, mais poluente é”, explica, ressaltando que a avaliação é muito subjetiva.

O dispositivo desenvolvido por Arditti, sob a orientação do professor Alex Lima Barros, usa como base para o monitoramento da fumaça a escala da Cetesb, mas o resultado é gerado de forma objetiva. O aparelho é acoplado ao escapamento dos veículos e, em seu interior, um feixe de luz é lançado sobre a fumaça emitida, que, dependendo de sua cor, pode absorver uma parte da luz. A outra parte é absorvida por uma célula solar de silício e transformada em energia elétrica, calculada por um voltímetro. Os valores gerados em função do espectro de luz absorvido são relacionados à escala da Cetesb e informam o quão poluente é a fumaça.

Segundo o estudante, além de confiável, o aparelho é barato – custa cerca de R$ 45 – e pode ser usado na maioria dos motores que queimam combustíveis fósseis. “Assim, é possível controlar as emissões de poluentes para combater o aquecimento global”, conclui.

Também receberam o Prêmio Jovem Cientista a Universidade de São Paulo e a Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul), na categoria mérito institucional, e uma menção honrosa foi concedida ao professor Carlos Alfredo Joly, da Universidade Estadual de Campinas, em reconhecimento ao seu trabalho na área de biodiversidade.

Como nasce uma árvore - guia rápido e fácil

Todos sabemos que na vida o ideal é fazermos 3 coisas: ter pelo menos 1 filho, criar um livro e plantar uma árvore. Já plantei várias, mas muitas não vingaram. Assim, para ajudar nesse processo, segue um manual simples e fácil para começar o processo a partir de uma semente. Achei uma ORG que se propôe a fazer isso em escala escolar. Vejam abaixo que projeto legal, e que cada pessoa pode fazer pelo menos uma vez na vida, e de preferência, pelo menos 1 vez por ano, para tornar o nosso mundo mais verde e melhor:


PROJETO RECICLAFRUTA
RECICLAFRUTA = Reciclar é reutilizar, não desperdiçar.

A maioria das árvores reproduz-se através dos seus frutos, que são “as sementes”.
Em uma única árvore de Ipê encontraremos mais de 50 mil sementes, que anualmente não são aproveitadas, normalmente caem no chão e vão para o lixo ou são levadas pelas águas das chuvas aos bueiros, por isso surgiu o RECICLAFRUTA, vamos aproveitar as sementes e transformá-las em árvores para serem plantadas nas cidades.

RECICLAFRUTA - MATERIAL DO ALUNO CUSTO ZERO
* 01 garrafa de refrigerante de plástico descartável 2 litros tipo PET, cortada com 25 cm de altura e com alguns furos no fundo da garrafa;
* 02 copos de terra;
* 01 copo de areia (Tamanho do Copo tipo requeijão 250 ML);
* 02 colheres de cinza da madeira (cinza de churrasqueira ou de forno de pizzaria e padarias)
* 02 Cascas de ovos moídas;
* 06 Palitos de sorvetes ou qualquer outro objeto no formato;
* Sementes de Ipês, Pau Brasil, Pau ferro, Cedros, Pitanga, etc. (sementes fornecidas pela Cia Eco). Pode ser tb: mamão, abacate, manga - todas sementes fáceis de se encontrar no dia-a-dia.


COMO APLICAR O RECICLAFRUTA
Após a palestra de educação ambiental os alunos de forma coletiva preparam os materiais em um espaço da escola, todos os alunos colocarão em um monte, os seus 2 copos de terra, e em outro monte o copo de areia, deverá ainda, aos alunos que, por ventura, já trouxerem o material misturado colocarem num terceiro monte.

O coordenador do plantio deverá observar se o monte de terra é o dobro da areia para deixar o solo na escala de dois por um (2 copos de terra pra 1 copo de areia). Após esta correção de medida entre terra e areia deverá ser misturado em um monte só todo o material.
É importante obedecer, com rigor à quantidade de cinza, nunca ultrapassando o limite, pois seria prejudicial à semeadura.

Esta mistura homogênea de forma coletiva tem como objetivo corrigir de certa forma o solo, pois um aluno pode trazer uma terra muito Argilosa e outro uma terra muito Arenosa.
A mistura coletiva é fundamental para que os alunos trabalhem em equipe, promovendo sua integração, aguçando os sentidos e a percepção dos participantes através do contato com elementos existentes no meio ambiente.

Após a mistura coletiva, cada aluno retirará 03 copos desta mistura e colocará na garrafa de refrigerante, já cortada com 20 cm de altura e com furos no fundo da garrafa para drenagem da água.
Após o plantio na escola, os alunos levarão as plantas para casa, sendo que estas deverão ser cuidadas até que as mudas estejam prontas e serão trazidas para escola, para ser replantadas em na cidade com a anuência dos órgãos governamentais. A Cia Eco providenciará as autorizações de plantios.
Importante não deixar as plantas expostas à luz solar direta, pois o sol “cozinhará” as sementes e não germinará.

No ecossistema, os organismos e o ambiente se integram promovendo trocas de materiais e energia através de cadeias alimentares e ciclos bioquímicos.
Qualquer interferência em qualquer um desses elementos, positiva ou negativa, poderá ser sentida por todos os outros.

DICAS: COMO SEMEAR
* Os tamanhos das sementes variam de espécie para espécie. Como regra, pode-se dizer que a cobertura com o solo ou a profundidade não deve exceder a 02 vezes o tamanho das sementes.
* Cuidados iniciais com as mudas, ao notar a emergência das plantas. Após uma a duas semanas, transferir o recipiente num local bem claro, de preferência onde incida a luz solar no período da manhã evitando o sol da tarde ou deixar sob uma árvore, pois essas mudas são exigentes quanto à necessidade de luz.
* Verificar diariamente se há necessidade de fazer irrigação.
* Não esquecer de fazer uma boa rega, nunca encharcar.
* Ao cozinhar legumes, a água do cozimento é jogada fora cheio de nutrientes, aproveite esta água, após esfriar molhe sua árvore com esta água rica em nutrientes, molhar sempre, mas não encharcar.
* O adubo orgânico feito com talos de verduras tem que ser desidratados, ou seja, secos por um período de uma semana, se semear sem esse cuidado, as sementes poderão morrer, porque durante a fermentação ocorrerá o aquecimento do solo e produção de gases nocivos às sementes;
* Recomendamos utilizar o adubo orgânico somente quando a planta for replantada.
* Os palitos de sorvetes são para serem colocados nas bordas dos vasos na posição vertical para direcionar as raízes para o fundo do vaso, devem ser colocados na mesma distancia um do outro.



Colamos uma etiqueta adesiva com essa instruções nas garrafas.


COMO CUIDAR DE SUA ÁRVORE:
1º Não deixar o vaso exposto à luz solar direta, o sol cozinhará as sementes e não germinará.
2º Após a germinação deixar as árvores expostas à luz solar, pela manhã.
3º Caso nasça mais de uma muda, providencie mais um vaso e transfira a muda menor, deixe uma muda por vaso.
4º Molhar dia sim, dia não. Meio copo de água. Não encharcar.
5º Conforme a árvore for crescendo, adicionar gradualmente terra até completar o vaso.

http://www.ciaeco.org/Telas/Materia.asp?Id_Destaque=11

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Morangos

Este fim de semana comprei mudas de morango, e plantei no humus das minhas minhocas. Vai dar muitos frutos e logo!

Continuo a campanha pelo uso da borra de café como fertilizante. É incrível como afugenta as formigas e aduba a terra.

Também comprei um pé de uvas - parreira, e vou tratar com o mesmo humus.

Estamos em Novembro/2009, vamos ver quanto tempo demora as colheitas!